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sábado, fevereiro 09, 2008

Patrimônio Histórico e Religioso em Araquari é demolido
Quem circula pela BR 101, pelo Município de Araquari (SC), no trajeto de acesso à localidade do Itapocu, neste inicio de ano foi surpreendido pelo sumiço de parte da edificação da Igreja Católica. O que leva uma comunidade dar sumiço a um bem histórico e um rico testemunho de trajetória da vida dos membros pertencentes à Igreja? Com tanto terrenos baldios e no mato, no entorno da edificação histórica, por que nao aproveitaram a oportunidade para edificar um novo patrimônio contemporâneo? Por que dar mau exemplo à nova geração demolindo aquilo que representa a memória e a identidade de uma geração, que contribuiu com seu trabalho e testemunho de fé?
Demolir um patrimônio é dar pouca importância para história. A atual sociedade reclama da falta de civilização, fé, religiosidade, entre outros valores. Todavia, esta mesma sociedade surpreende com selvageria, quando ignora o seu legado cultural, dando sumiço a uma Igreja.
Vale lembrar que este patrimônio religioso e seu entorno formavam um dos raros cartões postais da cidade de Araquari, ao longo da BR 101.
É preciso refletir, que a violência, muitas vezes nasce no pátio e sob o teto de uma igreja. E por esses erros, os fíéis preferem ficar quietos e retirar-se em silêncio, para uma outra instituição religiosa, a qual respeita a histórica de vida daquele cristão e cidadão, que nao avaliza a selvageria.
Uma edificação religiosa é um bem coletivo, portanto, há ricas históricas para ser contadas por aqueles que a construíram. Não precisamos ir à Europa para admirar o patrimônio rico das igrejas medievais. Nós temos as nossas igrejas, com ricos traços arquitetônicos, permeado pela simplicidade, mas tendo os fiéis como o seu maior patrimônio sólido.
Conspirar contra a imagem de progresso e civilização de uma cidade é realizar atos impensados, como este, que ocorreu na localidade do Itapocu.
É com pesar que registro, neste diário mais um dos absurdos por conta de quem nao respeita a história do seu "rebanho". Confira as imagens digitais:

Portão de ferro trancado com cadeado, nao permite a entrada para quem de perto queira conhecer o fato histórico e absurdo, que entra para as páginas da história.

O rastro de destruição e a perda da memória tornaram-se visível ao olho da nova geração, que num futuro breve irá imitar o mau exemplo desta geração.
Um cartão postal a comunidade, pois ainda há traços e costumes do povo açoriano, que chegaram a Araquari no século XVIII.
Rica paisagem rural, mesclada com o conforto urbano, o asfalto, o qual incentiva os moradores a preservar sua propriedade com zelo e capricho.

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