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quarta-feira, janeiro 30, 2008

FEMUSC, um evento atrativo pelo potencial cultural e musical

O FEMUSC durante 14 dias foi um evento, que atraiu um público que está aprendendo a aprender gostar da música erudita. Embora ele aconteça pelo terceiro ano consecutivo, uma promoção do Governo de Santa Catarina, o qual busca por meio de parcerias, com a iniciativa privada da cidade de Jaraguá do Sul, a execução deste projeto.
Como o Governo do Estado é o Órgão que estimula a execução deste projeto, a cidade ainda nao tem um potencial de público, para apreciar o melhor da arte musical erudita.
Nos dois primeiros anos da realização do FEMUSC, a população da cidade teceu severas críticas em relação aos gastos pelo Governo Estadual. Pouco gente interessava-se pelo que passava-se no "elefante branco", a Sociedade Cultural Artística (SCAR).
Nesta 3ª edição do FEMUSC, o fluxo de público aumentou e até um espetáculo com estrutura de transporte coletivo foi programado, para a organização do evento.
De fato, o evento precisa aperfeiçoar e melhorar a relação com o público, visto a diamamizar o acesso à cultura musical e erudita. Outro aspecto é o segmento social dominante, que revelou pouco tato com profundidade pela arte musical do evento. Quem foi às noites de reduzido público conseguiu avaliar a distância que o grupo dominante tem com esta arte, pois nao consegue ficar até o fim de um espetáculo. Eram poquíssimos jaraguaense que de fatos abraçaram os espetáculos.
Para 2008, quem sabe a SCAR reavalie o seu papel como instituição promotora deste evento, aproximando-se da comunidade, com mais espírito de humildade e gesto de acolhimento pelos excluídos.


Noite de 30 de janeiro, no teatro grande da SCAR:

Músicos de cordas e tecla recebendo, os aplausos do público, após uma apresentação musical permeada de refino gosto musical.

Os músicos de cordas até encataram a platéia, por meio dos acordes musicais agudos.
Dois músicos revelando, que a arte de tocar violino é um dom, que se tece no viver da arte.
Instrumento de corda e teclado, juntos aguçam o público para o requinto espetáculo da arte musical erudita.

Imagens da noite de 29 de janeiro: Os instrumentistas de sopro, também foram muitos festejados pelo público, que conheceu esta arte que atravessa séculos e sofre constantes evolução
Apresentar a arte musical erudita a uma platéia, que está em fase de aprendizado e refino, é um desafio.
Reunir um grupo de músicos seletos, num espetáculo musical, traz a possibilidade de compreensão desta arte, mesmo pelos leigos.
A harpa se tornou um atrativo necessário no FEMUSC, visto a difundir novos valores. Aos poucos os resultados aparecem ao olho do público.

Imagens realizadas na noite de 25 de janeiro, na sede da SCAR:


Ao finalizar um concerto, o público aplaudiu muito o grandioso espetáculo de rara beleza musical. Afinal, um espetáculo deste só a cada ano, quando o povo pode ir a casa das artes, sem distinção social.
A regência e a maestria encantaram os grandes espetáculos, na SCAR, quando da realização do FEMUSC. O público em silêncio, interpretou os movimentos dos braços, que revelava os acordes musicais em diversas línguas.
Palco da SCAR, um lugar para multiplicar a cultura musical da cidade, portanto espera-se mais retorno para às classes pouco privilegiadas.



O público prestigiou várias noites seguidas, os grandes espetáculos, que trouxeram partituras com fino repertório musical.

2 comentários:

Unknown disse...

Olá, Ademir. Estou impressionado com sua coleção de fotos e recordações do Femusc. Ótimos comentários também.

Só gostaria de adicionar aqui que a parte social tem sido uma das maiores prioridades do Femusc desde a primeira edição. Já no primeiro ano (2006) foram realizados 77 "concertos sociais" em que alunos e professores se deslocam da SCAR e apresentam música no Shopping, no Lar das Flores, em escolas, e até na prisão, assim como em municípios vizinhos como Corupá, Schroeder e Joinville.

Além disso, criamos o "Zoológico Musical" e os concertos para famílias, onde crianças de todas as idades podem vir conhecer de perto (e até mesmo tocar) instrumentos orquestrais. Há também uma palestra diária, logo antes dos concertos das 21hrs, entitulada "Musicalmente Falando", onde o público jaraguaense pode conectar-se diretamente com o diretor artístico do evento e discutir elementos diversos do festival abertamente.

Temos também atividades de participação "diretas", como o Coral do Femusc, o nível intermediário (onde até iniciantes podem participar), e a Nova Orquestra Jovem, onde crianças que nunca viram um instrumento de cordas e não sabem nem ler música aprendem juntos e ao final do Femusc apresentam seu primeiro concerto juntos como orquestra. (O programa foi criado em 2007 e voltará em 2009).

Este ano, fizemos um concerto na Arena que reuniu cerca de 4000 pessoas. Fomos atrás e conseguimos distribuição de ingressos em postos de gasolina, e até ônibus - de graça - trazendo o público da periferia. Ao todo, durante os 15 dias, o público que atendeu o festival equivale a cerca de 10% da população local.

Fico muito triste em saber que todos estes esforços ainda não são suficientes para dar à região um sentimento de importância e prioridade no evento. Realmente não sei o que mais fazer, mas seguimos tentando conquistar a aprovação de ainda mais membros da população, que, como você mencionou, esteve crescendo este ano.

Ressalto no entanto que as atividades do Femusc são em muito superiores ao que acontece em outros eventos do gênero no País. Não há Zoológico, não há concertos sociais, não há ônibus de graça. O que se encontra, sim, são orçamentos milhonários cerca de 4 a 5 vezes o que é gasto no Femusc, e com um resultado muito menos elogiável.

Modéstia à parte, Jaraguá está com uma galinha de ovos de ouro nas mãos. Resta saber se conseguiremos - todos juntos - evitar o fim descrito na fábula de LaFontaine e alcançar, a cada ano, um sucesso que atinge mais e mais a cada pessoa que assiste ou participa do evento.

Abs,

Alex Klein

Guaramirim disse...

Sr Alex Klein,

As suas palavras refletem a dimensão de suas preocupações com o social e o cultural,sobretudo para a sociedade e para o cidadão de modo particular.
Todavia, a SCAR, como entidade de fomento musical teria que multiplicar esse esforço, visto que sua função cultura elitista, durante o ano fosse substituída por práticas mais popular, aliada aos interesses da coletividade.
Não temos uma casa de cultura na cidade, com instrução gratuíta.Quando a SCAR a faz, parte para a seletividade, deixando de lado, os que poderiam aperfeiçoar-se numa especialidade musical.
V. senhoria tem entendimento de realizar e aproximar-se do povo, como pude vê-lo no sábado, a participação dos músicos e mucisistas do FEMUSC, no desfile dos blocos de samba.
As pessoas mais esclarecidads da cidade já sabem de seu esforço em prol do social e da música erudita. Portanto, só temos a agradecê-lo por todas as iniciativas em prol de um mundo melhor.
Fique tranquilo, o caminho que você está constuindo está sendo uma instrução para os mais egoístas, que ainda apostam na cultural eletizada.
Parabéns, pois em 2009, quem sabe a SCAR seja aliada do Poder Público , para fazer da cultura um instrumento de emancipação e formação de todos os cidadãos, sem distinção social.

Atenciosamente,

Ademir Pfiffer